
As autoridades de proteção civil emitiram um alerta para o aumento significativo dos caudais do rio Mondego e dos seus afluentes, nas próximas horas e dias, devido às atuais previsões meteorológicas e hidrológicas para a Região de Coimbra. A situação exige especial atenção nas zonas historicamente vulneráveis a cheias e inundações, incluindo o concelho da Figueira da Foz.
De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), a monitorização em curso na bacia hidrográfica do Mondego, nomeadamente nos rios Alva, Ceira, Mondego e Arunca, revela um aumento expressivo dos caudais afluentes, com efeitos já visíveis nas margens, sobretudo a montante de Coimbra. Às 16h00, o caudal registado na ponte-açude de Coimbra atingia os 1457 m³/s.
Mantendo-se a previsão de aumento do escoamento, as autoridades recomendam a adoção de medidas cautelares e preventivas nas zonas mais expostas, como Coimbra, Soure, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, alertando para a necessidade de evitar a circulação ou permanência em vias marginais ao leito central do rio Mondego, em particular a jusante do açude-ponte de Coimbra.
Entre os efeitos expectáveis estão inundações em zonas urbanas e ribeirinhas, cheias rápidas nos rios Ceira e Arunca, cheias progressivas no rio Mondego com possível transbordo em zonas baixas, bem como instabilidade de vertentes, arrastamento de objetos para as vias rodoviárias, piso escorregadio e formação de lençóis de água.
Face a este cenário, a ANEPC recomenda à população a retirada de bens, equipamentos e viaturas das zonas normalmente inundáveis, a salvaguarda de animais, a não travessia de estradas ou zonas submersas e também evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, historicamente sujeitos a cheias rápidas. É igualmente aconselhado o acompanhamento permanente da informação divulgada pelos órgãos de comunicação social e pelos agentes de proteção civil.
O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, os Serviços Municipais de Proteção Civil e os restantes agentes no terreno, continuará a acompanhar a evolução da situação e a atualizar a informação sempre que necessário.
Para mais informações, a população pode consultar os sites da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Agência Portuguesa do Ambiente.